sexta-feira, 16 de maio de 2014

Do Livre Arbítrio:

A presença ou ausência do Livre Arbítrio encontra-se a vontade do homem em quatro estados
diferentes, a saber:


1. Antes da queda: Totalmente presente.
2. Depois da queda: Totalmente ausente.
3. Depois da regeneração: Parcialmente presente.
4. Depois da ressurreição da carne: Totalmente presente.

Para preservar a objetividade trataremos abaixo apenas o que diz respeito ao homem
antes e após a queda. 
 
O Homem, e o Livre Arbítrio no seu 1º Estado (Antes da queda em pecado).

A Bíblia ensina que no paraíso, antes do pecado, o homem era livre, tinha tudo e podia todas as coisas, ou seja, este é o 1º Estado, o original: o homem fazia uso de 100% de seu Livre Arbítrio. Sabemos que no paraíso o Homem foi criado a Imagem e Semelhança de Deus. Estava espiritualmente vivo. Deus falava ao Homem pessoalmente. O Homem podia decidir-se sobre todas as coisas. Podia decidir entre obedecer a Deus, ou dar ouvidos ao pecado. Decidiu pelo pecado.

Vejamos agora o Homem, e o Livre Arbítrio no seu 2º Estado (Após a queda em pecado).

Após a queda o Homem perdeu o Livre Arbítrio, e a Imagem e Semelhança de Deus. O ser humano, agora morto em delitos e pecados, anda errante em um mundo perdido. Não apenas cego para coisas de Deus, mas morto espiritualmente. Impossibilitado de voltar-se ao Deus verdadeiro através de meios próprios, o homem cria para si religiões de mistério, satisfazendo-se com a ilusão de estar no caminho certo. Porém, para desespero de todos, por mais esforço que faça, a humanidade em completo estado de depravação, é incapaz de decidir-se por coisas espirituais 1Co 2.14. É inimiga de Deus, e jamais decidirá por fazer a vontade de Deus. 
 
A decisão humana pelo pecado levou o ser humano a sofrer uma tripla consequência:

A Queda: Com a queda em pecado o Homem passou de uma natureza Pura, e Santa, para uma natureza pecaminosa, e completamente perdida. A humanidade que antes era livre de tudo e de todos, se tornou agora escrava do pecado, sendo ao ser humano impossível escolher não pecar.
 
Perda da Imago Dei: Completa perda do seu estado original, perda da Imagem de Deus. Perda também da capacidade de aproximar-se de Deus por meios próprios.

Morte espiritual: Levou-nos ao completo afastamento de Deus. (Gn 3.23/Ef 2.1). A morte espiritual é o ponto de partida para qualquer reflexão envolvendo o Livre Arbítrio. Portanto tenham em mente que visto que todos nós nascemos após a queda de Adão e Eva, logo, nascemos espiritualmente mortos. Ou seja, as criancinhas não nascem puras, mas perdidas por conta do Pecado Original, pois somos resultado da natureza corrupta de Adão, e não da Imagem Perfeita de Deus. Uma vez que após a queda adão e Eva se tornaram pecadores perdidos, por consequência, também o somos. Esta condição nos coloca em uma situação bem complicada. Humanamente falando estamos vivos, respiramos, pensamos, temos vontade própria, e até certa medida somos livres para escolher nossos
caminhos, porém espiritualmente falando estamos mortos, sem qualquer possibilidade de dar sequer um único passo na direção de Deus. Com isto concluímos que não só a Imagem de Deus e a natureza espiritual, mas também o livre arbítrio se perdeu completamente.

No que tange ao Livre Arbítrio, em nosso estado natural, mortos espiritualmente pelo pecado original, o máximo que conseguimos é, com dificuldade, decidir sobre coisas naturais/materiais, e muitas vezes nem mesmo nestas conseguimos muito sucesso.

Conclusão:

Quanto ao Livre Arbítrio ‘Espiritual’, concluímos que o Homem Natural não o tem realmente. Não pode, por sua livre vontade, aceitar Jesus. Mesmo em se tratando de coisas naturais não o pode usar como deseja. Diante disto resta-nos a pergunta:

Então como alguém pode tornar-se cristão? 


Bem, o fato é que ninguém converte a si próprio. Mas quando a Palavra de Deus é anunciada, os ouvintes tornam-se alvos da ação do Espírito Santo. Este por sua vez, os convence do pecado, da justiça e do juízo de Deus, amolece o seu coração de pedra, e Graciosamente lhes oferece o perdão e a oportunidade de arrependerem-se, e crerem em Jesus como Senhor e Salvador.

Observe que não há qualquer participação do homem. É puramente a Obra de Deus acontecendo. Mesmo o ato do arrependimento não é obra do homem, mas sim de um Deus maravilhoso que quer nos salvar.
Na Glória Eterna será o momento em que o homem retornará a usar 100% do seu livre arbítrio. Será um momento lindo, quando juntos estivermos na Glória de Deus. Não como denominação religiosa, placa de igreja, etc.., mas como Cristãos, Ovelhas do mesmo Pastor que é Jesus.
A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido. Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. (Rm 10:9-13)

Ainda há tempo. Vem pra Jesus!

Rev. Ari Fialho Júnior
Teólogo Luterano
Soli Deo Gloria!

domingo, 16 de março de 2014



Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina. (Tito 2,1)

Olá amados, Paz e Graça em Cristo Jesus!

Nos últimos tempos tenho lido e ouvido muitas pregações e frases de efeito, discorrendo sobre os benefícios materiais do evangelho, e como através da palavra de Deus você pode prosperar em todos os sentidos, principalmente financeiramente. Tal pregação chega a ser quase que uma prática obrigatória em algumas denominações cristãs e outras instituições religiosas.
Na verdade trata-se de uma pratica relativamente antiga que vem se alastrando desde a década de 60 na igreja cristã. Uma espécie de ‘doença da fé’ que disfarçada de evangelho puro e verdadeiro tem arrastado milhares de cristãos desavisados ao antropocentrismo.

A famosa ‘Teologia da Prosperidade,’ no passado conhecida como Positivismo Cristão, ou Oração Positiva, vem substituindo a Teologia da Graça já faz algum tempo. A sã doutrina cristã já não é mais tão sã, embora de alguma maneira ainda pareça cristã. Liturgia já não existe mais. Eucaristia, ou Santa Ceia se assim preferir, deixou de ser o Sacramento cristão que oferece consolo e perdão, para tornar-se “cachimbo da paz” e uma espécie de prêmio dado aos que se comportaram bem durante o mês e agora “merecem” participar da mesa do Senhor (como se fosse possível merecermos algum bem vindo de Deus).

Como que ferida de morte a sã doutrina aos poucos sucumbe e sede lugar às modernas doutrinas e outras novidades surgidas a cada dia no meio cristão (II Tm 4.3). Pode-se até dizer que Jesus ainda está presente neste novo modelo de doutrina, porém já não é mais o centro, o foco agora é o homem e suas necessidades materiais. Aliás, diga-se de passagem, alguns cultos também já não são mais cultos. Parecem mais com reunião de empresários ou seção de auto ajuda, do que propriamente um culto a Deus.
Não pretendo entrar em detalhes sobre o correto Culto Cristão, mas resumidamente falando, todos sabemos que o culto é lugar de adoração à Deus, tendo o Senhor Jesus como centro.  
É o lugar onde nos alegramos no Senhor através dos louvores e da comunhão com os irmãos, lugar onde falamos à Deus através das orações, e principalmente o lugar onde o Senhor nos fala através da Sua Santa Palavra. Não obstante, alguns pastores parecem esquecer-se disto, e demonstram entender tudo sobre economia de mercado, sobre psicologia e psicopedagogia, mas pouquíssimo da Santa Palavra, e do ofício para o qual um dia foram chamados. E como se não bastasse a falta de compromisso com a fé verdadeira, os ditos pastores ainda têm coragem de afirmar que o seu ensinamento positivista/materialista é uma inspiração divina que lhes foi revelada pelo Espírito Santo. Acreditem, pelo tanto de gente que tem tentado ‘segurar a Arca’ (2 Samuel 6.6,7), fazendo na obra de Deus o que o Senhor não mandou que fizessem, só não temos sepultamentos em massa porque a infinita bondade e misericórdia do Senhor dura para sempre.

Interessante é que tal situação em muito me faz lembrar também o texto de Jeremias no capítulo 23 onde Deus fala sobre “profetas” que dizem ter sonhos e visões em Seu nome, mas que no fundo não passam de invenções humanas. É claro que a situação local do povo de Israel e o contexto veterotestamentário é outro, mas que são situações bem parecidas com nossa atual queda na qualidade da pregação do evangelho verdadeiro, disto não resta dúvida.

Felizmente algumas denominações confessionais verdadeiramente cristãs, comprometida com a pregação do evangelho conforme anunciado pelo Senhor Jesus, permanecem firmes nos cinco fundamentos da fé cristã: ‘Sola Fide, Sola Scriptura, Solus Christus, Sola Gratia, e Soli Deo Gloria.’ Entretanto para tristeza nossa somos em número cada vez menor. E estas poucas denominações que permanecem firmes na fé verdadeira, além de serem frequentemente atacadas pelo mundo ímpio, ainda têm que aceitar em amor as críticas dos modernos irmãos na fé que confundem igreja tradicional/confessional, com igreja retrógrada e nos acusam de vivermos do passado. Segundo eles, nossos hinários, liturgias e doutrinas verdadeiramente bíblicas já não se aplicam nos dias de hoje. Por outro lado, se o que me leva a ser visto como retrógrado é o fato de permanecer firme na sã doutrina cristã, então prefiro morrer ‘retrógrado’ do que viver vendido para uma ‘pseudo fé’ modernista e sazonal, onde o homem é o centro das atenções e Jesus mero coadjuvante.   

Como deixamos isto acontecer??? Quando foi que a cristandade começou a se desviar do caminho certo para correr atrás do vento de qualquer doutrina (Ef 4.14)? Era isto que os apóstolos tinham em mente quando fizeram suas viagens missionárias? Com toda certeza não!!!
Mas o que temos nos dias de hoje? Um evangelho fraco e distorcido, isto é o que temos. Um evangelho empobrecido no correto ensino e rico em materialismo humano. Novamente pergunto: Foi isto que recebemos do Senhor Jesus, um evangelho onde o ‘culto da oração positiva’ é mais importante que a súplica pelo perdão? Onde o anúncio dos bens adquiridos é mais importante que o anúncio da Salvação em Cristo? NÃO! NÃO! E NÃO!!!

Por que iríamos nós repetir o erro de tantos outros povos que negligenciaram o correto ensino cristão a tal ponto que se desviaram por completo dos caminhos do Senhor?

No passado as pessoas ouviam o anúncio do Santo Evangelho e movidas pelo Espírito Santo iam diante do altar do Senhor buscar o perdão dos pecados. Hoje as pessoas ouvem o anúncio de uma nova campanha financeira e movidas pela ganância vão a igreja buscar um carro novo.

O que você tem buscado em Deus?

Talvez, pelo que escrevi acima alguns leitores fiquem chateados comigo. Neste caso faço minhas as palavras do Apóstolo Paulo: “Fiz-me acaso vosso inimigo, dizendo a verdade (Gl 4.16)?” De qualquer forma espero a ninguém ter ofendido, mas se ofendi alguém, peço antecipadamente o perdão. Todavia permaneço firme no conselho de Paulo a Timóteo: “Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, É soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, Perversas contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais.  Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão. Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas.” (I Tm 6:3-5/11-12)

Todos sabemos que há caminhos que ao homem parece direito, mas ao final são caminhos de morte (Pv 14.12), então porque continuar no caminho errado? Ouça o conselho de Paulo a Timóteo e siga por ele: “Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e no amor que há em Cristo Jesus.” (IITm 1.11)

Para concluir faço coro com o apóstolo Paulo dizendo: “Porque que não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê;...” (Rm 1.16a).
Portanto exorto a todos que se identificaram com este texto a que voltem para o seu primeiro amor! Não é tarde, volte! Deixe de lado os modernismos cristãos, a louca teologia da prosperidade. Abandone a ideia errônea de que cristianismo é o mesmo que consumismo. Aceite o convite gracioso do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e retome a caminhada: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” (Mt 11.28)



Oremos: Senhor reconheço que tenho me desviado do Teu Santo Ensinamento. Perdoa-me, e faça que pela tua infinita misericórdia eu possa retornar a Ti.  Em nome de Jesus, que vive e reina juntamente o Pai e o Espírito Santo é que oramos, amém!

Ari Fialho Júnior
Teólogo Luterano
Soli Deo Gloria!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Olá amados,

Paz e Graça em Cristo Jesus!

Meu livro, '40 Perguntas que todo Cristão deveria Saber Responder' já está disponível no site da Editora CRV. 


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Abraços.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Graça e Paz em Cristo Jesus, Senhor e Salvador de todo o que nÊle crê!

Ter, parecer, e ser – eis a questão!

Vivemos em uma época em que o “ter” e o “parecer” valem muito mais do que o “ser”. Por exemplo: ter muito dinheiro e fazer parecer que por isto se é feliz, é realidade na vida de muitas pessoas; ter pouco dinheiro e se fazer parecer feliz também.  
Ter um casamento infeliz, destruído e fazer parecer que tudo está bem, chega a ser moda nos dias de hoje; ter absolutamente nada e ainda assim viver uma vida de ostentação querendo parecer rico, também.

Ter a vida pessoal, social ou profissional, conturbada, fracassada, vivendo só de mentiras, e fazer parecer que vai tudo bem, é quase o ápice da hipocrisia, só perde mesmo para todos os que, além de toda uma vida de aparências, ainda decidem conceber seu próprio ‘deus’ segundo sua própria imagem e semelhança, e agarrados ao seu ‘deus fantoche’ simulam uma vida de religiosidade e retidão, mas no fundo estão completamente perdidos vivendo de aparências. Por que fazem assim? Porque acreditam que precisam “ter” algo a mais, ou pelo menos “parecer” que têm para se sentirem aceitos pelos demais. Vivem como que em uma linda fábula, porém sem aquele maravilhoso final feliz com o ensinamento moral de caráter instrutivo, tão comuns às fábulas.

Evidentemente não sou contra a riqueza, sucesso, empreendedorismo etc. Certamente há pessoas que vivem um casamento feliz, que estão de bem com a vida, que mantém sua família unida, tem sucesso financeiro, boas amizades e tudo o mais que for necessário para uma vida tranquila. Estes são os que de fato, do ponto de vista material, puramente humano, têm ou possuem algo a mais que em certa medida os faz sentir mais felizes.

Entretanto, há algo que aproxima o grupo dos que vivem de aparências, e os que vivem felizes por possuírem muitos bens e bons valores humanos, a saber, o vazio que permanece no íntimo de cada um.

Podemos encontrar integrantes desses dois grupos em vários lugares, inclusive dentro das igrejas cristãs. Geralmente são pessoas que congregam por questões de tradição, ou para não desagradar os pais, ou porque simplesmente gostam da música, e da boa companhia.

A grande verdade é que tanto uns quanto os outros, sofrem por saberem que no derradeiro dia, nem seus bens, ou vida de aparência terá importância alguma, pois a vida é curta e por não terem certeza de para onde sua alma irá após a morte, tremem só de pensar no assunto.

Ter” e “Parecer”, duas palavras simples que em algum momento da história fazem parte da vida de todos nós.
O que você tem, ou parece ter? O que você é, ou parece ser?


Faço minhas as palavras de Lutero quando acertadamente disse: “Nada vale para a alma se o corpo se cobre de vestes sagradas, como fazem os sacerdotes e outros religiosos. Nem tampouco se permanece em igrejas e outros lugares santificados. Nem se ocupa somente de coisas sagradas, nem se faz orações de boca, jejua, faz peregrinações e pratica tantas boas ações quanto seja possível. Algo completamente diferente há de ser o que concede à alma justiça ou retidão e liberdade: porque tudo o que ficou dito acima, obras e atos piedosos, também o homem mau, fingido e hipócrita pode conhecer e praticar. Aliás, muitos hipócritas o fazem”.
Talvez você que está lendo este texto esteja rindo e dizendo que isto não é bem assim. Ou quem sabe você esteja se identificando com algo e percebendo o quanto sua vida tem sido baseada no ter ou no parecer. Seja como for, o certo é que ter muitos bens, ou parecer que tem, nunca foi garantia nem requisito para verdadeira felicidade do ser humano, e nem para alegria eterna de sua alma. É preciso mais do quer “ter”, ou “parecer”, é necessário “ser” realmente.

Para finalizar minha reflexão sobre o “ter” e o “parecer”, e demonstrar como você pode deixar de apenas “parecer rico”, e passar a “ser” de fato herdeiro de uma riqueza incalculável, cito mais uma vez Martim Lutero: “Nem no céu, nem na terra, existe para a alma outra coisa em que viver e ser justa, livre e cristã, que o Santo Evangelho, a Palavra de Deus, pregada por Cristo como Ele mesmo diz (João 11.25): “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá”; e adiante em João 14.6: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida.” E adiante em Mateus 4.4: “Não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus”.

Se acaso perguntas: Que Palavra é essa que tão grande Graça concede e como deverei usar de tal Palavra? Eis a resposta: A Palavra não é outra coisa que a pregação de Cristo, segundo está contida no Evangelho; dita pregação há de ser – e o é realmente – de tal maneira que, ao ouvi-la, ouves a Deus falar contigo, dizendo-te que para Ele tua vida inteira e a totalidade de tuas obras nada valem e que te perderás eternamente com tudo quanto há em ti. Se assim crês realmente em tua culpa, perderás a confiança em ti mesmo e reconhecerás quão certa é a sentença do profeta Oséias 13.9: “Ó Israel, em ti só há perdição, mas somente em mim está tua salvação”.

Mas para que te seja possível sair de ti mesmo, isto é, de tua perdição, Deus te apresenta a seu amadíssimo Filho Jesus Cristo e com sua Palavra viva e consoladora te diz: - Entrega-te a Ele com fé inquebrantável e confia nEle plenamente. Por essa fé te serão perdoados todos os pecados, serás salvo de tua perdição, serás justo, sincero, cheio de paz, reto e cumpridor de todos os mandamentos. E sobre tudo serás livre, como São Paulo diz em Rm 1.17: “O justo viverá por fé”, e em Rm 10.4: “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê”. (LUTERO, Martim. 1520 – Da Liberdade Cristã)

Que Deus nos abençoe infinitamente em Sua bondade e misericórdia, e que com o auxílio do Espírito Santo possamos perseverar na certeza de que só Jesus é a fonte de toda alegria, riqueza, paz e felicidade. Amém!

Rev. Ari Fialho Jr.
Teólogo Luterano
Soli Deo Gloria!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Olá queridos,

Paz e Graça em Cristo Jesus nosso Senhor!

Em breve será o lançamento do meu primeiro livro. 

Logo que possível postarei o link da editora informando os detalhes para aquisição.

O propósito do livro é oferecer um material simples e ao mesmo tempo acessível a todos os públicos, tratando temas teológicos de cunho cristão, comuns a todas as pessoas. 

Com didática simples este livro aborda na forma de perguntas e respostas questões que vão desde curiosidades bíblicas, até assuntos mais profundos como predestinação, eleição, perda de salvação e muitos outros.

Espero que gostem.

Ari Fialho Júnior
Teólogo Luterano.